Domingo, 29 de Maio de 2011

Um dia pela Vida - Caminhada


Desabafos de alemvirtual às 17:11
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Sexta-feira, 27 de Maio de 2011

Ser criança, que saudade!

Ser criança
É ser herói
É ser artista
É ser protagonista
É ser pintor, poeta e escritor
É ser índio e cowboy
Ser criança é ser o sonho, o futuro e a esperança
Ser criança é aventura, é desafio
É ser conquistador
É rir e brincar
É inventar novas formas de ser criança

Há quem não possa ser criança
Não conheça um palhaço, um balão,
Viva sem sentir o gosto da fantasia
Conheça a fome e o frio
Crianças de vida vazia

Há quem não tenha sequer um lápis, um papel,
O direito a viver, a brincar, a crescer e aprender
Sinta o terror e opressão
Essas vivem sem amor nem ilusão
Conhecem a injustiça, a violência e exclusão,
Não sabem que SER CRIANÇA é ter magia
É ser no presente, a promessa do futuro
De um mundo mais justo, mais humano e tolerante
A criança não sabe, mas confia…

A criança não conhece fronteiras
Não vislumbra o amanhã
Não sabe o que são direitos nem defende teorias
A criança só deseja ser amada.

 

Andava eu, por aqui mesmo, por este mundo virtual e percebo que este pequeno poema está citado em muitos outros blogues.

Agora que se aproxima mais um Dia Internacional da Criança, faz sentido recordar...

 


Desabafos de alemvirtual às 22:29
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Terça-feira, 17 de Maio de 2011

Força da Natureza

Mês de Maio, mês de trovoadas.

 

O céu azul é rapidamente oculto por nuvens escuras e grossas que se avolumam. Inquieta olho pelas janelas dum lado e do outro da casa. O mesmo prenúncio de trovoada. O ar aquietou-se e aguarda expectante o ribombar dos trovões. Ao longe, ouvem-se os primeiros sinais de revolta. Sons roucos e abafados, ainda distantes.

A luz da tarde parece engolida por uma noite antecipada. Torna-se cinzento o final do dia.

Quando a trovoada se torna ameaçadora, gosto de saber que chove. Mas a chuva tarda. Apenas se acentuam os vários tons de cinza e negro de um céu que parece desabar sobre a terra. 

Em voos baixos, as andorinhas mostram-se nervosas, desenhando círculos imaginários em torno dos beirais. Elevam-se além dos telhados e regressam em voos quase rasantes ao chão. Chamam umas pelas outras num canto que não distingo, mas pressinto receoso. Tal como eu.

Ontem, bátegas pesadas de água acompanharam a trovoada. A noite foi rasgada, horas a fio, pelo brilho metálico e intenso dos relâmpagos. Hoje, porque ainda dura a luz do dia, embora ténue, não vejo os raios. Em breve, a sua luz ofuscará qualquer outra que se acenda na cidade.

 

Este Maio irado contrasta com a doçura das rosas nos jardins. A força da Natureza, incontida, indomável relembra a fragilidade do ser humano, a sua impotência numa luta de titãs e sua pequenez na imensidão do universo.

 

Entretanto a tempestade aproxima-se mais. Suspendo todas as tarefas. Receosa vou olhando pela janela. Até que a trovoada passe, este será o meu ponto de vigia.

 

Chove, finalmente...


Desabafos de alemvirtual às 19:27
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Segunda-feira, 9 de Maio de 2011

Externato de Santa Bárbara

Isto das chamadas redes sociais, em concreto o caso do Facebook tem coisas engraçadas. Não que "ligue" muito ao "face"...Ultimamente, tenho por lá escrito umas "tonteiras" e partilhado umas ligações...nada de extraordinário. O que, de facto, foi extraordinário, foi através dele eu ter encontrado não um, mas dois grupos relacionados com os meus tempos de estudante. E os tempos mais marcantes...as minhas referências...as minhas raízes. Falo do Externato de Santa Bárbara que funcionava na Escola Prática de Engenharia em Tancos Militar.

 

Foi uma viagem no tempo.

 

Pela minha memória passaram páginas escritas com ternura. As aulas de Música com a Menina Sofia...os "sermões" com o Padre Sérgio...o Presépio à entrada (obra da Menina Virgínia)...o terror de entrar no gabinete do Director...ah! bem...e as fabulosas aulas de "ginástica", estilo "treino militar" a que o nosso professor "obrigava"...

Lembrei-me da bata preta; da gola branca; do cinto vermelho e do castelo de acordo com o ano que frequentávamos: amarelo para o 1º; verde para o 2º; branco para o 3º; azul para o 4º e vermelho para o 5º!

Recordo a "abertura solene" do ano lectivo no Cine Teatro; as Fardas Número Um dos militares nos dias especiais; 

Sou do tempo em que as meninas, se usassem calças, apenas o podiam fazer se fossem de cor azul escura ou preta. Do tempo em que havia a zona feminina; a zona masculina e a zona "neutra", por onde apenas passavam os "perfeitos" e os professores.

 

O meu colégio é, ainda hoje, o meu orgulho e a minha referência.

 

Algumas das pessoas que referi faleceram. Porém, continuam vivas nas minhas recordações. Hoje, somos pessoas adultas, maduras, quase "idosas". Construímos uma vida, uma carreia profissional, uma família. Alguns de nós tivemos percursos de vida mais fáceis e agradáveis; outros, mais difíceis e dolorosos. Somos professores, médicos, engenheiros, ou nada disto. Escolhemos as nossas actividades num tempo em que ainda nos era permitido seguir "vocações", mas num tempo em que a vocação se submetia à dificuldade dos tempos... Outros tempos. Não sei se pior ou melhor. Mas tempos diferentes e tempos que marcaram cada um de nós, ou não existiriam "redes sociais" de gente ligada a um passado que insistimos preservar e honramos divulgar.

 

O meu colégio chamava-se Externato de Santa Bárbara. E eu sou uma das suas antigas alunas.

 

Ana Paula Soares Pinto (por norma, a número 1 da Turma)


Desabafos de alemvirtual às 22:47
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